terça-feira, setembro 13, 2005

Para onde?


Para onde me levas se tão quieta estou?
Porque me faltas, porque te falto?
Porque terminam as nossas histórias em dilúvios e lágrimas que rolam p’las nossas faces… p’las calçadas das ruas e avenidas que não nos levam a lugar algum?
Arrancas-me o luto dos dias banais e pedes-me que te leve o medo em segredos só nossos.
E eu… Eu não sei.

Para onde me levas se tão quieta me encontraste?

sábado, setembro 10, 2005

Estranhamente


Nas minhas mãos que já não pintam os romances de outrora, confias-me a fé em dias idos.
Tudo em ti é deliciosamente promissor, inesperadamente doce.
Acordas-me em auroras escuras, calado, trazendo no olhar esse brilho ébrio de quem, pacientemente, demanda pelo amor.
Já escrevi nas tuas mãos o nosso (re)encontro, já pintei nos teus lábios uma auspiciosa esperança.
Vasculho no fundo das minhas recordações e tento compreender onde me perdi. Procuro pelos planos e devaneios ingénuos de quem só quer ser feliz.
Penso em ti… estranhamente.
Não sei se pintas o mar nos meus mesmos tons, se caminhas para o sol se para a sombra.
Eu não queria bater a porta. Se o fiz reentra, sereno, que serena me encontrarás.

Não me deixes cair...
(dedico este post a um amigo que no inesperado dos últimos dias me devolveu esta estranha doçura)