domingo, junho 19, 2005

Oceano




O vento que não sopra leva-me os castelos de cartas que construo. Aguardo que voltes, que entres sem pedir licença.
Já li todos os livros, já decorei todos os teus poemas, já repeti cem vezes as mesmas desculpas, mas continuo a ver o mundo como um barco que ruma ao alto-mar e se faz mais e mais insignificante. O mundo foge-me, tal como tu.
Há noites como esta em que te sinto, em que vos sinto partir... Vós, minhas paixões.
Fugazes, ausentes, obstinadas... Sentimentos que naufragaram, uns quase na praia, outros...

no oceano.