quinta-feira, maio 26, 2005

Porque não




Ocasionalmente encontrei-te. Voltaste-me.
Outra vez... nos mesmos e absurdos tons. Esses três tons que na minha cabeça ressoam como três notas, notas de música.
E dançámo-la uma única vez, a música que me fez ser quem não sou.
Paro no tempo. Parei no tempo. Onde andei tanto tempo?
Porque foram tão breves estes dias? Porque me fugi? Porque não continuei a dançar loucamente ao som das melodias que inventei? Porque, porque?... Porquê?

Porque não.

terça-feira, maio 10, 2005

Aos Poucos




Morri na praia para aí me reencontrar. Busquei os segredos e sonhos que confiei às ondas. Revoltas nada me devolveram, nem os sonhos, nem nada.
O tempo faz de mim delinquente, assaltante de pequenas esperanças. Mudas, coitadas, naufragaram no oceano.
Morro na praia para aí reencarnar-me na imbecilidade humana. Obtusa existência.

Aos poucos... sou eu outra vez...