quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Preguiçosos e cheios de tempo




Dorme comigo. Sim, dorme esta noite comigo.
Eu conto-te o meu sonho ao teu ouvido, no escuro do quarto.
Começa por segurar-me com a firmeza de quem se agarra à vida. Faz como eu sonhei, como eu te disse.
Faz chover lá fora, que se abata uma tempestade entre nós... que neste quarto fique pintada a obscenidade em cada parede.
Faz-me parecer pequena, frágil.
Sê maré-cheia, faz-me ondular ao sabor do teu corpo.
Sê mau, sê meu.
Consome-me, rasga-me, rasga a minha máscara.
Para que, ao nascer do dia, voltemos a fazer amor...

Preguiçosos e cheios de tempo.